O dividi nasceu na cozinha de uma casa, não numa sala de reunião. Jonathan Givisiez, desenvolvedor brasileiro, começou a montar o app porque ele e a esposa estavam cansados do vai e volta de dinheiro do mês: planilha que ninguém abria, anotação no celular de um, mensagem cobrando o outro, e a mesma conversa repetida toda semana.

Esse é o ponto de partida — não um plano de negócios, e sim uma rotina que estava desgastando a relação por culpa de algo simples: faltava um lugar comum para os dois verem o mês juntos. O texto a seguir conta como isso virou um app público, mantido por uma pessoa só, no Brasil.

A frustração que veio antes do produto

Antes do dividi existir, o casal tentou de tudo o que costuma estar à mão:

  • Planilha compartilhada. Funcionou por algumas semanas. Depois um esqueceu de atualizar, o outro lançou em coluna trocada, e a “fonte da verdade” deixou de ser confiável.
  • Anotação no celular de uma das pessoas. Centralizou demais. Quem registrava virava sem querer fiscal do mês — e quem não registrava sentia falta de visibilidade.
  • Mensagem no chat do casal. “Paguei tal coisa” foi se acumulando até ninguém saber mais quanto era pra um e quanto era pra outro.

Toda compra virava conta, memória e conversa repetida. O problema raramente era matemática. Era a falta de um lugar que os dois reconhecessem como verdade comum.

A constatação que orientou o desenho

A primeira versão do dividi foi pequena, feita pra resolver a casa de uma pessoa. Mas, ao mostrar pra alguns amigos, a reação foi parecida: todo casal ali tinha o mesmo desgaste de perto. Foi quando virou produto público — não porque havia ambição de virar startup, e sim porque o problema era mais comum do que parecia.

Três escolhas de produto desenharam o que o dividi virou.

Escolha 1: Conta Conjunta como espaço, não como conta bancária

A maioria dos apps “para casal” exige conta bancária conjunta. O dividi não. A Conta Conjunta dentro do app é um espaço de visibilidade compartilhada que funciona mesmo se vocês mantêm contas bancárias separadas. Resolve o caso real da maioria dos casais brasileiros, que não têm — nem querem ter — uma única conta no banco com o parceiro.

Escolha 2: divisão como configuração, não como cálculo a cada gasto

Em vez de exigir que vocês dividam cada lançamento na mão (50/50 hoje, 70/30 amanhã), os percentuais ficam salvos uma vez na Conta Conjunta. Cadastrou um gasto compartilhado? O app aplica os percentuais combinados automaticamente. Mudou a renda? Edita os percentuais uma vez, não trinta. Para o passo a passo, divisão proporcional no dividi: passo a passo.

Escolha 3: linguagem que reduz cobrança

“Quem deve a quem” é a frase que mais aparece em apps de gasto compartilhado — e a que mais cria atrito num relacionamento. O dividi evita esse vocabulário. No lugar disso, fala em divisão acordada, transferência sugerida, gasto associado à meta. Mesma matemática, framing diferente. O número aparece sem o tom de cobrança.

O que o dividi virou hoje

A versão atual cobre o ciclo do mês a dois sem exigir que vocês mudem de banco ou abandonem o que já funciona individualmente:

  • Conta Conjunta com percentuais combinados (50/50, 70/30, qualquer combinação que some 100%) aplicados automaticamente nos gastos compartilhados.
  • Conta Pessoal intacta para o que é só seu — sem misturar.
  • Orçamento inteligente com status Saudável, Atenção e Excedido por pilar (Necessidades, Desejos, Poupança e Metas).
  • Metas compartilhadas com valor-alvo, data opcional e gastos associados que somam no progresso.
  • Extrato e histórico com registro de quem alterou o quê, dispensando o “mas você não me contou”.
  • Conversa com a Divi (em beta no Premium) pra encurtar o cadastro de gasto por voz.

Para o detalhe de cada peça, os tutoriais de produto mostram o passo a passo:

O que o dividi não é

Tão importante quanto dizer o que o produto resolve é dizer o que ele não tenta ser. O dividi:

  • Não é banco. Não move dinheiro, não emite cartão, não substitui a conta bancária de vocês. Vocês continuam usando o banco de cada um — o dividi entra como camada de visibilidade e divisão.
  • Não dá conselho de investimento. Não recomenda onde aplicar, não vende produto financeiro, não tem comissão escondida. O foco é organização do mês, não rentabilidade.
  • Não cobra ninguém pelos outros. “Transferência sugerida” é sugestão; vocês decidem se e quando fazer o Pix. O app não tem mecanismo de cobrança automática.
  • Não vigia hábito de consumo. Não rotula gasto como “errado”, não envia alerta moralizante, não expõe um membro pro outro. Mostra o número que vocês já combinaram olhar.

Feito por uma pessoa, no Brasil

O dividi é desenvolvido de forma independente, no Brasil, por uma pessoa que continua usando o app no próprio dia a dia. Isso muda algumas coisas no que entra (e no que não entra) no produto:

  • Cada decisão de feature passa por quem usa. Sem time de produto separado de quem desenvolve, o critério pra cada nova funcionalidade é “isso melhora um problema real que aparece no mês a dois?”. Quando a resposta é não, não entra.
  • Sem pressa de monetizar tudo. O plano gratuito cobre o uso real da maioria dos casais. O dividi Premium existe pra quem quer recursos a mais (como a Conversa com a Divi), não como paywall pra funcionalidade básica.
  • Resposta direta no suporte. Mensagem que entra costuma ser respondida pela mesma pessoa que escreveu o código. É lento? Pode ser, em pico. É honesto? Sempre.
  • Roadmap aberto à conversa. Pedido recorrente de quem usa pesa mais do que tendência de mercado. Se três casais pedem o mesmo ajuste no mês, isso entra na fila.

A página sobre nós traz um pouco mais do contexto da criação, na voz do próprio criador.

Perguntas frequentes sobre o dividi

Quem criou o dividi?

O dividi foi criado por Jonathan Givisiez, desenvolvedor brasileiro, que começou a montar o app pra resolver a rotina de finanças com a esposa. Ao mostrar pra amigos próximos, percebeu que o desgaste era comum entre casais — e o que era solução doméstica virou produto público.

O dividi é um app brasileiro?

Sim. O dividi é feito no Brasil, em português brasileiro, com vocabulário e exemplos pensados para casais brasileiros (Pix, cartão, fatura, plano de saúde familiar). Não é tradução de produto estrangeiro nem adaptação de planilha americana.

O dividi é mantido por uma equipe ou por uma pessoa só?

Hoje, o dividi é desenvolvido de forma independente, por um desenvolvedor que também usa o app no dia a dia. Isso muda a velocidade de algumas decisões e mantém a barra alta pra novas funcionalidades — só entra o que resolve problema real do mês a dois.

O dividi substitui o app do meu banco?

Não. O dividi não move dinheiro nem substitui a conta bancária de vocês. Ele entra como camada de visibilidade compartilhada sobre o que vocês já gastam — gastos cadastrados manualmente ou com a Divi (por voz, no Premium). O banco continua sendo onde o dinheiro está.

O dividi é gratuito?

Sim, com limites no plano Free. O dividi Premium desbloqueia recursos como Conversa com a Divi (cadastro de gasto por voz, em beta), limites maiores e outros benefícios. Os detalhes atuais por plataforma estão em planos, incluindo o Compartilhamento Familiar da Apple no iOS.

Onde começar

Se o problema descrito aqui soa familiar — planilha que ninguém abre, app de banco que mostra só metade, anotação no celular que vira cobrança — o dividi foi pensado pra isso. Pra começar, baixem o dividi; pra comparar limites e o que entra no Premium, planos.

Pra entender por que o blog existe e o tipo de conversa que ele tenta sustentar, por que criamos o blog do dividi faz a ponte em poucos minutos. E pro caso real mais comum — saber se conta conjunta é mesmo necessária pra se organizar — conta conjunta, separada ou híbrida: como decidir ajuda a fechar essa decisão.